A Fórmula 1 sempre será o grande palco do automobilismo mundial, com toda sua mídia e luxo já constatados por nossa parceira Ludmila Duarte neste ano (clique aqui). E durante muitas décadas os brasileiros estiveram presentes na categoria. Mas infelizmente para 2018 não teremos nenhum piloto representando o Brasil na F1. Com a definitiva aposentadoria de Felipe Massa (ao qual já fizemos nossa homenagem, conforme este link sobre seu primeiro anúncio e neste sobre seu retorno), precisaremos aguardar pela nova geração que vem trazendo grandes promessas por aí, pois tem muitos jovens pilotos fazendo bonito nas categorias de entrada. O próprio Felipe Nasr pode retornar, e todos sabem do seu potencial, quando fez a melhor corrida de um piloto brasileiro estreante!

Crédito da foto: AtoblogPV8

Quando o campeonato começou neste ano, com alterações na aerodinâmica dos carros,  tínhamos uma boa expectativa da Willians com o Massa experiente ensinando o novato Stroll. Mas o sangue novo prevaleceu e não sobrou muito o que fazer ao nosso atual piloto nacional. Portanto ele encerra em 2017 sua carreira, deixando uma lacuna aberta de pilotos brasileiros que há décadas mantém o Brasil no grid. Desde 1970, a partir do Emerson Fittipaldi, foram 47 anos ininterruptos, precedido apenas por Chico Landi nos anos 50.

Crédito da imagem: Veja

Na história da  Fórmula 1, trinta e um competidores fazem parte da lista de pilotos brasileiros que já competiram na categoria. Três deles foram campeões mundiais, sendo que eles conseguiram isso por mais de uma vez: Emerson Fittipaldi foi o primeiro brasileiro a conquistar um título, na temporada de 1972, repetindo o triunfo em 1974. Nelson Piquet obteve um resultado ligeiramente melhor, tendo se tornado campeão por três vezes na década de 1980. E o mais famoso foi Ayrton Senna, o qual é considerado por muitos críticos como o maior piloto da história do esporte, tornando-se o tricampeão mais jovem da história naquele tempo. Com dois vice-campeonatos, Rubens Barrichello possui o recorde de ser o piloto brasileiro que mais disputou corridas (foram 326 largadas). E Felipe Massa encerrou sua carreira com um vice-campeonato em 2008 (por um ponto do campeão Lewis Hamilton).

Para todos os pilotos que chegaram a disputar a principal categoria do automobilismo fica a nossa admiração e orgulho, pois não é nada fácil estar entre os melhores do mundo em um esporte onde o risco de vida é iminente.

A mídia já não dá a devida atenção à F1 devido aos “torcedores” brasileiros não se interessarem tanto desde que perdemos o melhor piloto da história. Além da carga de responsabilidade ter ficado muito grande para os demais pilotos nacionais – o que dirá ao sobrinho Bruno Senna – a televisão passou a incorporar este pensamento medíocre: se não tem chances do Brasil ser campeão, o esporte não tem graça. E isso vale pra tudo, como por exemplo o tênis (só era legal quando tinha o Guga) deixou de ser atrativo pois agora o país gosta de surfe (afinal temos diversos surfistas campeões). É de um egoísmo nato do brasileiro, ter uma válvula de escape valorizando apenas as vitórias e destruindo os atletas quando tiram segundo lugar. Triste, mas real. Meu amigo Flávio Gomes fala muito bem a respeito desse assunto em sua coluna no Grande Prêmio. Concordo em tudo, Flávio!

Crédito da imagem: Felipe Nasr

André Negrão, 23 anos, é o único brasileiro no grid da GP2, e afirma:
“Eu seria o próximo”, em entrevista ao Grande Prêmio.Ele disputou três temporadas na World Series e está em seu segundo ano na GP2. Ele citou falta de incentivo ao esporte no país e a própria condição financeira da F1 como fatores que atrapalham. “Do jeito que está a F1 hoje, é complicado. Não é só ter talento, é preciso ter um grande patrocinador por trás para poder ajudar. Infelizmente, o Brasil está em uma fase ruim, mas nada impede de ter novos pilotos na F1. Pedro Piquet, o filho e o neto do Fittipaldi, eu, o Fantin.”
Esta fila com os melhores pilotos inclui: Pietro Fantin, 24, em seu terceiro ano e provavelmente último ano na categoria World Series; Bruno Bonifácio, 20, que estreia em 2015 na World Series. Pietro Fittipaldi, 19, na F3 Europeia e Sérgio Sette Câmara, 17, também na na F3 Europeia. Na GP3, não há brasileiros.

Esperamos que Matheus Iorio (campeão da F3 Brasil, em 2016), Thiago Vivacqua (Revelação da temporada 2016 da F-3 Brasil), Carlos Cunha Filho (o jovem mais rápido dos testes na EuroFórmula), Christian Hahn (destaque com pódios na Euroformula Open), Pedro Cardoso (Campeão Brasileiro de kart, F4 Sul-Americana e e do GT Open Europeu; vai liderar a equipe Teo Martin, umas das  principais na Euroformula Open); entre outros mais jovens que estão iniciando suas carreiras, nos tragam a alegria de ver a bandeira do Brasil de volta ao grid de largada.

Crédito da imagem: Ouro de Tolo

De fato, hoje em dia não existe mais o monopólio que existia no tempo do Fittipaldi, Piquet ou Senna. O público tem mais opções no automobilismo, como os Protótipos Le Mans, Nascar, Indy, Stock Car, F-Truck, GP2, F3… Mas a grande vitrine ainda é a Fórmula 1 por toda sua história e glamour. Claro que os pilotos querem ser competitivos e trabalhar em qualquer categoria, mas o brilho de estar entre os melhores da F1 é sem dúvida um sonho de criança à todo fã de automobilismo.

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Texto: Marco Escada

Imagem da capa: Curva Curva, f1-formula1 e Metropoles.

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