Felipe Massa se aposentou por pouco mais de 50 dias da F1. A Williams lhe fez uma irrecusável proposta para substituir Valtteri Bottas, que por sua vez teve chance única na Mercedes, já que Nico Roseberg se aposentou definiitivamente apís ser campeão de 2016. À Massa foram oferecidos € 6 milhões, ou R$ 21 milhões para voltar ao trabalho. Você toparia?

Crédito da imagem: Divulgação Felipe Massa

A Williams tem um carinho especial pelos pilotos brasileiros, principalmente depois da fatalidade com o maior de todos: Ayrton Senna. E desde então carrega sempre um adesivo no bico de seus carros, para sempre que cruzar a linha de chegada venha primeiro o Senna, depois a equipe na qual ele faleceu.

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Como o patrocinador Martini Racing precisa de um piloto com mais de 25 anos para que sua propaganda seja exibida em todos os países (alguns podem proibir bebida alcoólica para menores desta idade), a escuderia britânica não poderia ter dois novatos nos carros. Portanto, não poderiam por exemplo chamar o Felipe Nasr, que estava à procura de um lugar no grid. Nada mais justo que chamar o experiente piloto que já está familiarizado na equipe para mais um ano de desafios. Sim, será um grande desafio entrar no carro reformulado com a categoria apresentando um novo regulamento.

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Ao lado do estreante Lance Stroll, de 18 anos, Massa precisará se superar para mostrar ao mundo que ainda está em forma e colocar a famosa equipe entre as primeiras 5 do campeonato.

A temporada 2017 será a 15ª de Massa na F1. O brasileiro passou pela Fórmula Chevrolet, Fórmula Renault, Fórmula 3 e Fórmula 3000 antes de chegar, finalmente, à Fórmula 1, quando estreou na categoria em 2002 com a Sauber, ficou de fora da temporada 2003 e voltando para mesma equipe em 2004 e 2005; depois foi para a Ferrari de 2006 até 2013, incluindo um vice-campeonato (chegando a ser campeão por alguns segundos, antes de Hamilton fazer uma ultrapassagem que lhe garatiram os pontos na última curva do GP do Brasil de 2008); de 2014 à 2016 correu pela Williams, para onde volta em 2017. Em 252 GPs, Felipe venceu 11 corridas, foi ao pódio 41 vezes e acumulou 1124 pontos. E esses números irão subir!

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Massa se retirou da F1 no final da temporada e, inclusive, recebeu uma homenagem da equipe com “OBRIGADO MASSA” estampado no carro durante o GP do Brasil, disputado no final de semana do dia 14 de novembro de 2016. Inclusive protagonizou uma cena inédita na Fórmula 1, quando todas as equipes o saudaram nos boxes em despedida ao piloto. Ao lado de sua mulher e filho, foi uma imagem marcante de sua pensada aposentadoria. Mas ninguém sabia que o Nico Roseerg iria se aposentar e que consequentemente o Bottas iria sair da Williams para que fossem resgatá-lo…

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Com isso o Brasil mantém ao menos um representante na F1, pois desde 1969 o nosso país é representado nas pistas da maior categoria do automobilismo mundial. Já Felipe Nasr, que é escala uma carreira promissora, tem apenas a Manor como única opção – e talvez esta equipe não consiga patrocínio suficiente e não corra neste ano.

Claire Williams, diretora da escuderia, também comentou: “estou feliz que Felipe tenha concordado em sair da aposentadoria para fazer parte da nossa equipe em 2017.” Abaixo Felipe Massa em ensaio com Susie Wolff e Claire Williams em divulgação no ano de 2014.

Crédito da imagem: Divulgação Williams

“Primeiramente, estou muito feliz de ter a oportunidade de voltar à Williams. Eu sempre pretendi correr em algum lugar em 2017, mas a Williams é um time que está no meu coração, e eu tenho muito respeito por tudo que ela está tentando conquistar. Valtteri tem uma grande oportunidade, e eu desejo tudo de melhor a ele na Mercedes”, disse o piloto.

Obrigado a todos pelo carinho e apoio,a @WilliamsRacing pela confiança, Estou de volta. Thanks for all the kind message, i’m back!! pic.twitter.com/CTuP0rO4NG

— Felipe Massa (@MassaFelipe19) 16 de janeiro de 2017

Por tudo isso – saída de piloto Bottas da Williams; exigência do patrocinador em ter alguém com mais de 25 anos na equipe; um estreante na escuderia; uma proposta de valor irrecusável; o carinho da equipe e do próprio piloto pelos diretores –  faz a vinda do Massa ser algo positivo para ele e para o esporte. Afinal, nem todos os pilotos possuem o prestígio dos brasileiros (a exemplo de Pace, Fittipaldi, Piquet, Senna, Barrichello…), sempre muito bem quistos.

O grid para 2017

Mercedes
Lewis Hamilton
Valteri Bottas

Red Bull
Daniel Ricciardo
Max Verstappen

Ferrari
Sebastian Vettel
Kimi Raikkonen

Force India
Sergio Pérez
Esteban Ocon

Williams
Felipe Massa
Lance Stroll

McLaren
Fernando Alonso
Stoffel Vandoorne

Toro Rosso
Carlos Sainz Jr.
Daniil Kvyat

Hass
Romain Grosjean
Kevin Magnussen

Renault
Nico Hulkenberg
Jolyon Palmer

Sauber
Marcus Ericsson
Pascal Wehrlein

Manor
Ainda não definida sua participação em 2017.

 

Texto: Marco Escada

Crédito da foto de capa: Wescrutinize