Para aqueles que não acreditam que trabalho possa tornar-se um prazer, eis que a Cia do Fusca vem para inovar e quebrar este paradigma.

 “Quem nunca teve um Fusca vai ter um…” assim começamos a história do Sr. Ênio Machado, dono e idealizador da loja e oficina de restauração do carrinho. Como um bom amante de carros e um leque inesgotável de experiências para compartilhar, o Sr. Ênio cativa quem vem conhecer a loja, seja pela sua simplicidade ou pela acolhida. Se você gosta de Fusca, a Cia do Fusca é passagem obrigatória!

_ESC3399-2

Como surgiu o negócio:

Formado em Direito, Executivo de multinacional por 10 anos e dono de uma revenda de carros usados desde 2006, o Sr. Ênio Machado se via infeliz ao trabalhar com algo que não lhe dava prazer. Sufocado pelo mercado restringido pelo corte do governo no final de 2011, que limitava a aquisição de veículos usados, após uma experiência de venda de um Fusca que valorizou mais que um Fiat Idea que tinha na loja, o Sr. Ênio criou a Cia do Fusca.

“Chega uma certa fase da vida que se busca prazer e alegria, algo que dê vontade de sair da cama pela manhã.”

_ESC3537-21

“O negócio não deve ser focado somente lucro; o lucro é consequência do bom trabalho.”

Por que um Fusca? Apaixonado por carros antigos, o Ênio já tinha uma oficina de restauração por hobby. Nesta época, a dificuldade em restaurar um veículo antigo como um Ford 1946 (Barata) e Chevrolet 1941 fez com que ele vislumbrasse outra alternativa. Em suas palavras o Sr. Ênio comentou que estes carros, depois de recuperados, não tinham capacidade de circulação (passeio), devido possuírem motores e sistemas de freios despreparados para nosso trânsito. Outro fato que levou a tomar decisão pelo Fusquinha foi a dificuldade em encontrar peças (importadas dos EUA). Como exemplo: um projeto chegava a levar dois anos para ficar pronto a um custo elevadíssimo e, quando se buscava a venda o universo de pessoas era muito restrito.

_ESC3499-17

Para que entendêssemos como funciona os níveis de restauração, o Ênio se utilizou do exemplo da pirâmide: Na base fica os amantes do Fusca, um nível acima os Opalas seguidos dos Mavericks, depois o Dodge até que o no topo se encontra um colecionador, que está disposto a pagar qualquer preço para ter um carro exclusivo/raro em um mercado restrito.

Com a inviabilidade de produzir carros importados pelos fatos citados, ele tornou a paixão da família pelo Fusca em seu objeto de trabalho. Ainda nos foi comentado que o prazer de ter um carro antigo é a restauração (pegar um veículo totalmente detonado e recuperá-lo) e não o veículo pronto.

_ESC3590-31

“Estou nessa pelo prazer de brincar.”

Fazendo um resgate ao passado, devido ao alto custo de aquisição, o automóvel era objeto de consumo. Um bem para poucos, quando adquirido ficava muitos anos nas famílias. No fundo das fotos dos aniversários de família sempre havia o mesmo Fusquinha…

“Antigamente os carros eram feitos para durar.”

Na década de 50 a 80 o território Brasileiro era caótico, as estradas eram cheias de buracos e barrancos. Em vista disto, a Volkswagen acertou na fabricação do Fusca, que era praticamente um jipe. Os carros da Ford, Chevrolet e Fiat não eram preparados para as nossas estradas.

_ESC3709-48

“Hoje os carros são descartáveis…”; “Na Europa o automóvel é uma máquina de lavar roupa: usou joga fora”.

Atualmente, o Brasil, hoje não foge da realidade do continente europeu. Devido à distância e a necessidade de deslocamento, o automóvel faz parte do dia a dia do brasileiro.

_ESC3717-50“Com a facilidade de financiamento do carro zero km, basta ter coragem que você irá comprar o carro que quiser.”

Como curiosidade, o primeiro carro do Ênio e do seu irmão foi um Fusca… fique ligado que contaremos na segunda parte da matéria!!!

Aguarde a próxima parte desta entrevista, pois tem muita coisa incrível que o Sr. Ênio nos contou!

Texto: Paulo Vinícius

Fotos: Marco Escada

setacompartilhe900x180px

Deixe sua mensagem