Após já termos conhecido um pouco sobre a Cia. do Fusca, continuamos com a segunda parte da matéria:

Recapitulando as memórias do Ênio… uma história interessante foi a visita do amigo Paulista:

Velho conhecido da empresa multinacional, viajando a vista, surgiu com uma proposta de venda de um Fusca 1968 Vermelho Rubi, que havia sido restaurado pelo Ênio. Iniciando no valor de R$ 10.000,00 e terminado com uma folha de cheque fechada (no valor R$ 18.000,00) no bolso a veia de empreendedor falou mais alto. Sentado em sua casa com a esposa, que é sócia e parceira na vida, veio a pergunta: por que não? O Hobby virou negócio…

Detalhe importante: o Fusca 1968 custava em torno de cinco mil…

“Tudo que faço pelo dinheiro eu só me ferro”

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“O segredo é fazer algo que a gente ame/goste… Quando se faz algo que se ama, os dias se tornam pequenos, as semanas passam voando…”

Na sua primeira empreitada como Cia do Fusca, o Ênio foi a Santa Cruz do Sul e levou seu Fiat Idea usada para trocar na chave por uma Kombi 1970 (já restaurada). Negócio fechado, retornou a Porto Alegre repleto de felicidade dirigindo a vovozinha. Assim, de fato se iniciaram a vendas, primeiramente pela internet, dos Volkswagens. A cada carro seminovo vendido era trabalhado para substituí-lo por um antigo.

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“Vou fazer uma experiência maluca”

Como curiosidade, a primeira venda da Cia do Fusca foi para um cliente que reside na Alemanha, que acabou comprando a Kombi 1970 restaurada em Santa Cruz do Sul.

Convergindo para o que foi dito até agora, assim surgiu a F1ponto8s: nós amamos fotografia e carros e queremos que ao lerem nosso site você possa experenciar esta curiosidade, paixão, vício e insanidade que vivemos no dia a dia.

f1ponto8S: Fotografias de carros, porque amamos o que fazemos!

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Para se estruturar adequadamente ao novo modelo de negócio, a Cia do Fusca deu início a contratação de uma equipe especializada em carros antigos, coisa que era novidade para os mecânicos até aquele momento. Daí surgiram as primeiras dificuldades: Como convencer um chapeador a trabalhar em carro antigo?

“Na cabeça dele fica o valor do status que um carro zero proporciona a uma pessoa”

Exemplificando, o Ênio afirma que um carro tem trinta por cento (30%) de valor venal e setenta por cento (70%) status. Em tom de brincadeira comenta: “Rico não come o resto de rico”, devido ao fato destas pessoas com maior poder de compra serem influenciadas ao ponto de trocarem seus veículos por modelos novos em um breve espaço de tempo.

Ainda no quesito status surge também a história daquele cidadão que tem um poder aquisitivo menor e decide comprar uma BMW usada com o intuito de inflar seu ego perante a sociedade. Geralmente o que ocorre é uma dor de cabeça gigante, devido fato destes veículos estarem com o seu ciclo de vida chegando ao fim. Quando se fala ciclo de vida, a referência é por conta da eletrônica embarcada no carro, que assim como um computador tem o seu período de utilização limitado.

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Voltando a mão de obra especializada, o Ênio diz que o chapeador se sente mais valorizado reparando um carro novo, por ser novo ao invés de um Fusquinha, mesmo que a compensação financeira seja a mesma.

Em relação ao Fusca pode-se dizer que foi um carro projetado para ocupar um volume considerável de mão de obra, visto que na época que foi concebido era o auge da escassez de emprego e a ociosidade da Europa. Em vista disto, pode-se afirmar que o Fusca é um veículo montado praticamente artesanalmente!

A título de curiosidade, o primeiro Fusca foi fabricado em 1938, na Alemanha…

Aguarde a última parte desta entrevista, pois vale a pena!!!

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Texto: Paulo Vinícius

Fotos: Marco Escada

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