A referência Opala ainda é um marco na história automobilística brasileira. Após 50 anos do início da sua fabricação (1968) e 26 anos desde o fim da sua produção (1992), o nome Opala ainda arranca suspiros dos saudosistas que tiveram ou ainda tem este emblemático carro na sua garagem.

Quando se fala em Opala, minha infância clama por estes dois modelos:

Crédito da imagem: João Neto

Em guardadas proporções, o Opala teve a mesma importância para GM do Brasil que o Camaro teve para GM Norte Americana. Dotado inicialmente com motores de quatro (2.5 com 80cv) e seis cilindros em linha (3.8 com 125cv), este sedã e, posteriormente perua e cupê, tomou conta do mercado Brasileiro no seu segmento de 1968 a 1992.

Derivado do europeu Opel Record (lançado em 1962), o Opala foi o primeiro veículo produzido no Brasil pela General Motors. Esta joia tinha como pontos altos: o conforto, a durabilidade, robustez e mecânica incomparáveis. Fazendo um resgate do passado e comparando-o com os modelos de carros fabricados de hoje, provavelmente o Opala foi o melhor carro já fabricado no Brasil (isto explica a produção por tantos anos).

Do seu lançamento, com câmbio três marchas na direção, aos meados dos anos 70, para derrubar de vez com a concorrência, o Opalão (e a Caravan, considerada a primeira Station Wagon brasileira) começou a ser produzido com câmbio de 4 marchas e motores modelo 151 de 98cv para os quatro cilindros e, o lendário 250S de estúpidos 171cv para os  Opala SS 6 cilindros. Não bastava apenas ser melhor, a GM queria que o Opalão de seis canecos esmagasse de vez o pomposo Maverick, e os banheirões Dodge e Galaxy.

Foi tanto o alvoroço causado pela Chevrolet, que no fim da década de 70, a famosa Stock Car foi criada como uma divisão alternativa à extinta D1, onde o Opalão surrava o pobre Maverick e o famoso Hingo Hoffmann e Xandi Negrão se criavam liderando sem piedade seu Chevrolet e aposentando de vez os vovôs Ford do lendário Peroba (Luiz Pereira Bueno).

Já com a fama que o tornou um ícone, e seus concorrentes morrendo e/ou definhando, em 1980 o Opala ficou com visual mais comportado (o famoso quadradão) e o motor de seis cilindros foi amansado para o 4.1/S (em torno de 135cv o modelo a álcool e 118cv para gasolina). Ele recebeu câmbio de cinco marchas, ar-condicionado, direção hidráulica e outros itens que o ascendeu para a posição de carro de luxo…

Nesta década, com o programa Proácool, os motores mais simples de 4 cilindros falaram mais alto, não só pela fácil adaptação ao combustível de cana, mas também pelo menor consumo. Me recordo de andar em um Opala 83 Comodoro bege metálico do meu tio que era simplesmente uma poltrona. Recordo-me que falávamos entre os primos que talvez nunca mais fariam um carro tão confortável e espaçoso, até meu tio trocar por outro Opala: o Diplomata 85, azul de cinco marchas e quatro cilindros…Nossa, sonho com aquele carro até hoje!

No início dos anos 90, após vinte quatro anos de produção, a Chevrolet deu início a importação/fabricação do controverso Ômega, que mesmo com toda a modernidade e conforto, nem de longe foi o substituto que o Opala merecia. Um ano após sua fabricação com o caquético 3.0, o “moderno” Ômega passou a utilizar o motor 4.1/S do “velho” Opalão.

Alguns saudosistas acreditam que a GM deveria ter rebatizado o Opala com a carroceria do Ômega; quem sabe se marqueteiros da época tivessem utilizado as estratégias de marketing atuais o teriam nomeado de: Novo Opala, ou Opala G5 ou New Opala…Talvez ele ainda estivesse entre nós? Eu gostaria e você?

Por fim, pode-se dizer que o nome Opala fala por si, porque não é a história de um simples carro antigo fabricado pela Chevrolet que contamos quando falamos dele e, sim uma lenda que firmou uma marca!

Tire sempre belas fotografias, pois a memória destes momentos é para sempre! Nós da f1ponto8s estaremos prontos para dar o suporte que precisarem em fotografia!

Pode ser na sua câmera ou celular, pegue dicas com um profissional da área da fotografia (Marco Escada é professor de fotografia em faculdade técnica e ateliês de arte), sempre disposto a ajudar!

Escrito por Paulo Elias

Fotos realizadas por Marco Escada, no Encontro Especial 50 Anos de Opala no Auto Jardim Itália Clássicos (mais fotos neste link para o Facebook do evento).

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