As 24 horas de LeMans, uma das principais provas realizadas pela FIA WEC (World Endurance Championship) em 2017 teve 8 brasileiros na prova: Bruno Senna, Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet, André Negrão, Tony Kanaan, Pipo Derani, Daniel Serra e Fernando Rees.

E todos eles terminaram a prova! Com time de Daniel SERRA vencendo na sua categoria LM GTE Pro e Pipo DERANI chegando logo atrás em segundo colocado, e nosso Tony KANAAN com a 6º posição nesta categoria. Os pilotos Nelsinho PIQUET e André NEGRÃO também brilharam, chegando em segundo e terceiro lugares na categoria LMP2, com o estreante Rubens BARRICHELLO em 12º lugar e o mais experiente em LeMans Bruno SENNA em 15º nesta categoria. Fernando REES foi o 15º na categoria LM GTE Am e foi o último carro a concluir a prova.

PÓS-CORRIDA: O carro do trio de Piquer Jr., o Rebellion #13, acabou desclassificado das 24 Horas de Le Mans por conta de infrações cometidas nos boxes: a equipe modificou um equipamento homologado para evitar que o motor morresse na saída dos boxes. Com a desclassificação, outro brasileiro vai ao pódio. André Negrão, no Alpine #35, sobe para terceiro entre os LMP2.

Venceu o LMP1 Porsche 919 Hybrid #2 de Timo Bernhard, Brendon Hartley e Earl Bamber. Foi uma recuperação notável – de último para primeiro em 19h21m –  depois de na primeira parte da corrida se ter tido problemas e ter ficado a 17 voltas do primeiro terminou com uma volta de vantagem sobre o segundo colocado: um LMP2 Oreca 07 #38 de TUNG Ho-Pin, LAURENT Thomas e JARVIS Oliver.

Crédito da foto: autosport.pt

O outro carro LMP1 que chegou em segundo lugar na sua categoria foi apenas o 9º na classificação geral e a 9 voltas do vencedor. Foi o Toyota TS050 – Hybrid #8 pilotado por BUEMI Sébastien, DAVIDSON Anthony e NAKAJIMA Kazuki. Os demais 4 carros LMP1 (um Porsche, dois Toyotas, e o Nismo.) abandoram a prova com problemas. Outros 7 carros das demais categorias também abandonaram a corrida.

Estes são os carros e categorias em que estão pilotando os brasileiros em 2017!

É uma honra para o Brasil ter tantos pilotos em uma das mais clássicas provas do automobilismo mundial, com protótipos que são os carros mais tecnológicos do mundo. Ultrapassam os 330 Km/h, fazendo a volta no circuito em 3´18″694 (recorde da pista neste ano pelo Toyota TS050 Hybrid pilotado por Kamui Kobayashi).

Barrichello disse em entrevista: “Le Mans é Le Mans, e eu me senti como um piloto de F1 quando saí do paddock e o monte de pessoas que estavam ao meu redor”. É a primeira vez que ele corre em Le Mans, com o Dallara P217 dotado de motor Gibson da equipe holandesa Racing Team Nederland. O piloto brasileiro também falou sobre a superioridade do chassi Oreca frente ao Dallara na LMP2, e isso se reflete de forma clara no grid de largada. Todas as nove primeiras posições da classe são de protótipos Oreca.

A cidade decorada com a publicidade linda elaborada para este ano.

Os carros da categoria LMP1 e 2, como do Barrichello, aplicam diversas voltas nos da categoria de Tony Kanaan, e Rubinho prometeu “atazanar” seu amigo nos turnos da noite.

“Tony é alguém com quem passei minha vida inteira. Poder ter ido com ele ao mercado e fazer compras juntos foi divertido. Não estamos na mesma classe, e eu até disse a ele que aprendi como fazer o sinal de luz, porque vou passa-lo umas 40 vezes à noite”, brincou Rubens.

Foi possível acompanhar por internet ao vivo via algumas emissoras e as colocações pelo site oficial.

A transmissão oficial se deu por streaming ao vivo pago, aplicativos de celular e também por poucos canais de TV por assinatura e alguns raros sites de emissoras ou equipes.

 

E a colocação geral de largada e chegada dos BRASILEIROS foi a seguinte:

Largou em 10º (ou  na categoria) Prost/Senna/Canal | Vaillante Rebellion Oreca 07 | LMP2

Encerrou a prova em 17º no geral (15º na categoria)

 

Largou em 11º (ou  na categoria) Piquet/Beche/Heinemeier-Hansson | Vaillante Rebellion Oreca 07 | LMP2

Encerrou a prova em 3º no geral (2º na categoria) – MAS FOI DESCLASSIFICADO.

 

Largou em 14º (ou  na categoria) Panciatici/Ragues/Negrão | Signatech Alpine Matmut Alpine A470 | LMP2

Encerrou a prova em 5º no geral (4º na categoria)

 

Largou em 23º (ou 17º na categoria) Lammers/van Eerd/Barrichello | Racing Team Nederland Dallara PS217 | LMP2

Encerrou a prova em 14º no geral (12º na categoria)

 

Largou em 32º (ou  na categoria) Turner/Adam/Serra | Aston Martin Racing Vantage GTE | GTE Pro

Encerrou a prova em 18º no geral (1º na categoria)

 

Largou em 40º (ou  na categoria) Priaulx/Tincknell/Derani | Ford Chip Ganassi Team UK Ford GT | GTE Pro

Encerrou a prova em 19º no geral (2º na categoria)

 

Largou em 43º (ou 12º na categoria) Hand/Muller/Kanaan | Ford Chip Ganassi Team USA Ford GT | GTE Pro

Encerrou a prova em 23º no geral (6º na categoria)

 

Largou em 45º (ou  na categoria) Rees/Brandela/Philippon | Larbre Chevrolet Corvette C7.R | GTE Am

Encerrou a prova em 49º no geral (15º na categoria), foi o último carro a concluir a prova.

 

 

Imaginem o trabalho do piloto em mexer nisso tudo e controlar o carro acima dos 300 km/h!

São um total de 60 carros largando, em 4 categorias:

LMP1 (6 carros protótipos): Toyota, Porsche e Nismo (todos Hybrid)

LMP2 (25 carros protótipos): Oreca, Dallara, Alpine, Ligier e Riley (todos chassis GIBSON)

LM GTE Pro (13 carros superesportivos): Aston Martin Vantage, Ferrari 488 GTE, Porsche 911 RSR, Ford GT, Corvette C7.R

LM GTE Am (16 carros superesportivos): Aston Martin Vantage, Ferrari 488 GTE, Porsche 911 RSR 991, Ford GT, Corvette C7.R

O piloto francês Erik Maris perdeu controle do Ligier #33 da Eurasia Motorsports em plena reta Mulsanne, bateu com força contra o guard-rail, provocando a primeira preocupação na semana da corrida. As disputas pela pole-position com a quebra de recorde… A Liberty Media Depois adquiriu a Fórmula 1 em 2016 e o chefe da empresa na F1, Chase Carey, foi o responsável por dar a largada das 24 Horas de Le Mans no sábado. O tempo todo o evento nos presenteia com surpresas, é incrível a emoção!

Foi um prazer estar presente neste autódromo em plena temporada das míticas 24 horas de 2017!!

 

O resultado é sempre imprevisível, pois não depende apenas de velocidade, mas de estratégia e durabilidade dos carros. Afinal, 24 horas em exigências altíssimas de performance exigem os componentes ao limite. Portanto vence que tem o melhor conjunto entre velocidade, durabilidade e estratégia de corrida. É um esporte complexo, por isso apaixonante!

Em breve uma matéria especial sobre o museu com toda a história dos carros que correram neste circuito francês! Foi uma experiência inesquecível que irei compartilhar aqui na f1ponto8s!

Fotos e texto: Marco Escada